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As 10 principais flores de verão de bolbo para varanda e jardim

Pessoa a plantar bolbos de flores numa varanda com vários vasos coloridos ao sol.

Depois do inverno, até o jardim mais bem cuidado costuma parecer despido e a varanda fica sem graça, com um ar cinzento. A boa notícia é que, na primavera, ao escolher bem bolbos e tubérculos, consegue-se montar em poucas semanas um verdadeiro espetáculo de cores, aromas e formas - sem ter de recomeçar do zero todos os anos. O segredo está em optar pelas espécies certas e em acertar no local de plantação.

Porque plantar bolbos agora pode transformar o verão

Muita gente associa “bolbos” imediatamente a tulipas e narcisos: plantam-se no outono e dão flor na primavera. Para um cenário de verão realmente marcante, porém, entram em cena outros protagonistas: plantas de floração estival e perenes, com bolbos, tubérculos ou rizomas, que se colocam na terra desde fevereiro e, no máximo, até ao fim de maio.

"Quem plantar os bolbos de verão até ao fim de maio garante semanas de floração - muitas vezes durante vários anos."

A lógica é simples: estas plantas acumulam energia na parte subterrânea. É aí que atravessam períodos menos favoráveis e, quando chega o calor, arrancam com força total. Além disso, muitos dos tubérculos e bolbos vendidos já passaram a fase de frio enquanto estiveram armazenados. Para si, o essencial é esperar por noites sem geadas, plantar - e contar com floração ainda no mesmo ano.

Regras base: como plantar corretamente as flores de verão

Seja bolbo, tubérculo ou rizoma, o princípio é praticamente o mesmo e não tem grande complicação:

  • Confirmar o local: a maioria das espécies prefere um solo drenante, que no inverno não fique encharcado.
  • Respeitar a orientação: a ponta ou as gemas de rebentação devem ficar viradas para cima.
  • Dar espaço suficiente: mais vale plantar com alguma folga para evitar apodrecimentos.
  • Regar para assentar: depois de plantar, faça uma rega generosa para que a terra fique bem encostada ao órgão subterrâneo.
  • Em vaso, usar sempre drenagem: uma camada de brita, argila expandida ou cacos de barro no fundo do recipiente ajuda a prevenir o encharcamento.

Em zonas de clima ameno, muitos tubérculos podem permanecer no canteiro. Já onde o inverno traz geadas fortes, as variedades mais sensíveis devem ser desenterradas no outono, guardadas secas e sem frio extremo - e replantadas na primavera seguinte.

As 10 principais “cebolas” de verão para varanda e jardim

1. Amarílis para flores exóticas no canteiro

A amarílis conhecida de interior (botanicamente, Hippeastrum) também pode viver ao ar livre no verão. Prefere um lugar quente e soalheiro e um substrato bem drenado. Em vaso, fica especialmente vistosa quando planta vários bolbos próximos uns dos outros. Depois de florir, necessita de um período de descanso, mas o bolbo mantém-se vigoroso durante muitos anos.

2. Anémonas para tapetes de flores delicados

As anémonas trazem leveza aos canteiros. Com hastes finas e flores simples, encaixam bem em jardins de pedra, nas bordaduras ou sob arbustos de crescimento mais leve. Plantadas em grupo, criam verdadeiras “nuvens” floridas. O que lhes agrada é um solo ligeiramente rico em húmus e que não seque em excesso.

3. Begónias tuberosas para cantos com pouca luz

As begónias tuberosas são uma solução muito eficaz para varandas viradas a norte e zonas mais sombrias do jardim. Mantêm-se em flor durante meses, mesmo onde outras espécies desistem. As variedades pendentes ficam ótimas em vasos suspensos; as de porte ereto funcionam bem em floreiras e vasos grandes. Os tubérculos passam o inverno ao abrigo das geadas e voltam a rebentar no ano seguinte.

4. Caládios para folhagem de impacto

Quem acha que só as flores criam efeito dramático ainda não conhece os caládios. As folhas grandes e com padrões multicoloridos dão um ambiente “selvagem” a varandas sombrias e terraços protegidos. Os tubérculos gostam de calor e muitas vezes são adiantados dentro de casa ou no jardim de inverno antes de irem, no verão, para a varanda ou para recantos abrigados no exterior.

5. Cannas para um verdadeiro ambiente de férias

As cannas, com folhas grandes e flores vivas, parecem feitas para um cenário junto a uma piscina no sul da Europa. Pedem sol direto, bastante água e um solo rico em nutrientes. No verão, crescem e tornam-se pontos focais imponentes, sendo excelentes como resguardo visual quando cultivadas em grandes vasos.

6. Crocosmias como apontamentos de cor ardente

As crocosmias - muitas vezes em tons de laranja e vermelho - acrescentam movimento ao canteiro. As inflorescências arqueadas “dançam” ao vento e combinam bem com gramíneas ornamentais ou na periferia de maciços de herbáceas perenes. Em regiões de inverno suave, os tubérculos podem ficar na terra; uma cobertura de folhas ajuda a proteger do frio.

7. Dálias - as estrelas incontestáveis do fim do verão

As dálias são quase obrigatórias em jardins de inspiração rural. Existem desde variedades minúsculas até gigantes, de formas simples a exuberantes. Se plantar novos tubérculos a cada duas semanas, consegue prolongar de forma clara o período de floração. Em zonas frias, retire os tubérculos no outono e guarde-os entre 1 e 7 graus, por exemplo numa cave.

8. Gladíolos para ramos de corte impressionantes

Os gladíolos crescem em hastes altas e direitas e são excelentes para bouquets grandes. Para que não abram todos ao mesmo tempo, plante os tubérculos com intervalos de uma a duas semanas. Um local soalheiro e algum apoio em dias de vento costumam ser suficientes para obter espigas florais marcantes.

9. Lírios como fornecedores elegantes de perfume

Os lírios estão entre as plantas de bolbo mais duradouras. Depois de bem instalados, podem manter-se no mesmo sítio durante muitos anos. Certas variedades têm perfume intenso e são ideais junto à varanda, a bordos de terraços ou perto de zonas de estar. Preferem um solo fresco mas drenante e toleram meia-sombra.

10. Tuberoses para noites de verão com aroma

No canteiro, as tuberoses são menos chamativas do que dálias ou cannas; o seu grande trunfo é o perfume. Perto de zonas de passagem ou de descanso, libertam um aroma intenso nas noites quentes. Os tubérculos são sensíveis ao frio e devem voltar para dentro no outono.

Que local combina com cada planta?

Planta Necessidade de luz Onde funciona melhor
Cannas, Dálias, Crocosmias, Gladíolos, Lírios, Tuberoses Sol pleno a sol ligeiro Canteiros, vasos grandes, varandas soalheiras
Begónias tuberosas, Caládios, Anémonas Meia-sombra a sombra Varandas a norte, sob árvores/arbustos, zonas sombrias
Amarílis (Hippeastrum) Local claro e quente Terraço, canteiros abrigados, vasos grandes

Para áreas muito soalheiras, vale a pena apostar em espécies altas e vistosas. Em conjunto, formam rapidamente uma espécie de “mini selva” de cores, que atrai abelhas e borboletas. Na varanda, a ideia também resulta - desde que use recipientes com bom volume e mantenha regas regulares.

Já em zonas com sombra, as begónias, os caládios e as anémonas ajudam a criar luminosidade sem exigir regas constantes. Flores claras e folhas coloridas destacam-se ainda mais contra fundos escuros e dão profundidade ao jardim.

Como conservar os tubérculos durante muitos anos

Em regiões de inverno ameno, espécies resistentes - como algumas crocosmias e lírios - podem permanecer no solo se tiverem uma camada protetora de folhas secas ou mulch. Plantas mais sensíveis, como dálias, cannas, begónias tuberosas, caládios e tuberoses, devem ser retiradas da terra no outono, quando a folhagem começa a amarelecer.

Deixe os tubérculos secarem durante alguns dias num local arejado e à sombra. Depois, sacuda a terra solta, identifique cada variedade e guarde tudo em caixas com um pouco de terra seca, areia ou serradura. Basta um espaço fresco e sem geadas. Assim, no ano seguinte, muitos jardineiros evitam comprar tudo de novo.

Dicas práticas para mais flores e menos trabalho

  • Remover flores secas: corte o que já passou para a planta poupar energia.
  • Adubar com moderação: muitas vezes, um adubo orgânico na primavera é mais do que suficiente.
  • Não plantar demasiado fundo: regra geral, chega a uma profundidade de duas a três vezes a altura do bolbo.
  • Arriscar combinações: herbáceas perenes, gramíneas e bolbos de verão complementam-se muito bem.
  • Ajustar as regas: em vaso, o substrato seca mais depressa do que no canteiro, sobretudo em varandas.

Quem está a começar neste tema costuma ter melhores resultados ao iniciar com alguns vasos na varanda. Três tubérculos de dália, um vaso com begónias tuberosas e um lírio perfumado bastam para mudar por completo a sensação do espaço. E, quando o “bichinho” pega, no ano seguinte torna-se natural reorganizar canteiros no jardim e aumentar as variedades preferidas.

À primeira vista, alguns termos parecem técnicos: tubérculo, rizoma, cormo, bolbo. No dia a dia, isto significa apenas que a planta tem um órgão de reserva. É ele que guarda água e nutrientes, tornando-a mais robusta do que muitas flores anuais compradas em centros de jardinagem.

Há ainda outra vantagem: estas plantas convidam a experimentar. Se perceber que os gladíolos ficam demasiado “rígidos” no canteiro, no ano seguinte podem passar para um espaço dedicado a flores de corte. Lírios que não resultem num vaso podem ser mudados para um maciço de perenes. O investimento compensa várias vezes, porque as plantas podem ser deslocadas e reaproveitadas noutros locais.


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