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10 tubérculos e bolbos perenes para um jardim de verão com efeito uau

Pessoa a plantar flores num canteiro com várias flores coloridas e utensílios de jardinagem.

Quem, agora na primavera, escolher os tubérculos e bolbos certos, garante um verdadeiro fogo-de-artifício de cor já no verão. E o melhor: muitas destas plantas não aparecem só uma vez - voltam ano após ano, desde que sejam tratadas como deve ser. A seguir encontras os truques essenciais e as variedades mais interessantes para elevar o jardim, a varanda ou o terraço sem complicações.

Porque é que os tubérculos de floração perene são a melhor aposta nesta altura

Quando se fala em flores de bolbo, muita gente pensa de imediato em tulipas ou narcisos, plantados no outono. Para um verão realmente marcante, há opções ainda mais apelativas: tubérculos e bolbos perenes que se colocam na terra entre fevereiro e maio e que florescem logo nesse mesmo ano.

"A grande vantagem: estas plantas guardam energia no tubérculo ou no bolbo e conseguem - com alguns cuidados - rebentar durante várias épocas seguidas."

Na prática, grande parte destas espécies já passou pela fase de frio necessária quando as compras. Assim que o risco de geadas desaparece, parecem mesmo “à espera” de ir para o solo. Depois disso, arrancam com força e, em pleno verão, entregam flores grandes, cores exóticas e, em muitos casos, um perfume intenso.

Os 10 tubérculos mais importantes para um jardim de verão com efeito uau

1. Amaryllis para flores gigantes tropicais no canteiro

A amaryllis costuma ser associada ao inverno, em vaso, na época do Natal. No canteiro de verão - ou em vasos grandes - consegue ser ainda mais vistosa. As suas cebolas pedem calor, sol e um solo bem drenado.

Ao plantar, não a enterres demasiado: a metade superior pode ficar mesmo muito perto da superfície. Com um pouco de adubo e regas regulares, no verão surgem hastes robustas com enormes flores em forma de trombeta.

2. Anémonas: nuvens leves de flores para bordaduras e vasos

As anémonas criam autênticos “tapetes” de floração quando se colocam vários tubérculos juntos e com pouco espaço entre si. Funcionam lindamente em bordaduras, jardins de pedra e também em taças baixas na varanda.

Antes de plantar, ajuda deixá-los a hidratar: basta pôr os tubérculos algumas horas em água morna para ganharem volume e arrancarem mais depressa. Num local luminoso, com terra fresca mas sem encharcar, florescem durante semanas em azul, rosa, branco ou vermelho.

3. Begónias tuberosas: especialistas de sombra

Para um pátio mais escuro, uma varanda a norte ou zonas sob arbustos, as begónias tuberosas são uma escolha certeira. Quase não toleram sol forte, mas em meia-sombra e sombra retribuem com uma floração praticamente contínua.

Planta os tubérculos de forma pouco profunda, com a parte côncava virada para cima. No fim do outono, desenterram-se, deixam-se secar e guardam-se num local sem geada. Assim, podem durar muitos anos.

4. Caladium: folhagem que parece pintada à mão

O caladium não é uma planta de flor “clássica” - o destaque está nas folhas: branco, rosa e vermelho, atravessados por nervuras verdes. Em vasos ou como planta de cobertura sob arbustos, traz um ar particularmente elegante.

Os seus tubérculos exigem calor e só entram em ritmo quando as temperaturas se mantêm altas. Vale a pena iniciar dentro de casa, acima dos 20 °C, para que no início do verão já possam ir para o exterior bem desenvolvidos.

5. Canna: ambiente tropical com pouca complicação

A canna forma estruturas fortes, tipo rizoma, e desenvolve caules altos com folhas grandes. Dependendo da variedade, pode lembrar pequenas bananeiras - mas com muito mais resistência. As flores em amarelo, laranja ou vermelho dão um toque de “selva” ao canteiro.

Precisa de sol direto e gosta de muita água e nutrientes. Em zonas de inverno ameno, pode ficar no exterior se estiver protegida com uma camada espessa de mulch; caso contrário, no outono levantam-se os rizomas e passam o inverno num local sem geada.

6. Crocosmia: jatos de cor em laranja e vermelho

As crocosmias nascem de pequenos tubérculos e produzem folhas estreitas e elegantes, além de hastes florais arqueadas. No verão, brilham em tons intensos de laranja ou vermelho e atraem abelhas e borboletas.

Em sítios abrigados, muitas vezes aguentam o inverno no solo - sobretudo se as protegeres com folhas secas ou mulch de casca. Ficam muito bem em canteiros de vivazes e junto a zonas de estar.

7. Dálias: as clássicas dos canteiros exuberantes de verão

As dálias estão entre as plantas de verão mais populares. A partir de conjuntos de raízes tuberosas, nascem plantas que podem atingir cerca de um metro, com flores dobradas, simples, em bola ou com aspeto de cato.

  • Local com bastante sol e, idealmente, protegido do vento
  • Solo solto e rico em nutrientes
  • Não esquecer tutor para variedades altas
  • Retirar as flores murchas com regularidade para estimular novos botões

No outono, levantam-se os tubérculos, deixam-se secar e guardam-se no escuro e em local seco, entre 1 e 7 °C. Com o tempo, é fácil construir uma coleção impressionante.

8. Gladíolos para flores de corte espetaculares

Os gladíolos crescem a partir de tubérculos e produzem hastes altas e direitas, ideais para arranjos em jarra. Se plantares novos tubérculos de duas em duas semanas, consegues uma floração escalonada desde o pico do verão até ao início do outono.

Preferem sol pleno, quer em linhas no canteiro quer em vasos fundos. Depois de florirem, os tubérculos podem secar e ser guardados (por exemplo, na cave), sobretudo em zonas mais frias.

9. Lírios: estrelas perfumadas e duradouras no verão

Os lírios formam bolbos verdadeiros e são dos mais resistentes deste grupo. Quando ficam bem instalados no sítio certo, mantêm-se durante anos no mesmo local e, muitas vezes, ficam mais bonitos de época para época.

Muitas variedades libertam um perfume forte, o que os torna perfeitos perto do terraço, da entrada ou de uma zona de estar. O solo deve ser solto e rico em matéria orgânica; locais com encharcamento tendem a provocar apodrecimento rapidamente.

10. Tuberosa: perfume intenso ao entardecer para terraço e varanda

A tuberosa ainda é pouco conhecida no comércio, mas merece atenção. As suas raízes tuberosas dão hastes longas e finas com flores brancas que, sobretudo ao final do dia, libertam um aroma muito marcado.

Resulta especialmente bem em vasos perto da zona de refeições ou de descanso. Os tubérculos pedem calor e substrato drenante e devem ser retirados antes das primeiras geadas, para serem guardados num local sem frio extremo.

O local certo: sol, sombra, varanda ou canteiro?

Muitos tubérculos de verão adoram sol e calor; outros são precisamente os que trazem cor a cantos mais escuros. Conhecer as exigências de cada espécie evita frustrações.

Planta Local Resistência ao inverno
Dálias sol pleno desenterrar os tubérculos e guardar sem geada
Canna sol pleno em zonas amenas com mulch; caso contrário, desenterrar
Begónias tuberosas meia-sombra a sombra guardar os tubérculos sem geada
Caladium meia-sombra, quente muito sensível ao frio; só dentro de casa é seguro
Lírios sol a meia-sombra luminosa na maioria dos casos, podem ficar no solo

Para varandas viradas a sul, canna, dálias, crocosmia, gladíolos, lírios e tuberosa costumam funcionar muito bem em vasos grandes. Em todas as espécies altas, é recomendável usar tutores para evitar que o vento as dobre.

Pátios mais sombrios ou fachadas a norte ganham vida com begónias tuberosas, caladium e anémonas. Em ambiente urbano, são uma forma eficaz de iluminar zonas “tristes” sem ter de passar horas a regar todos os dias.

Como plantar corretamente: profundidade, espaçamento, rega

Regra base: tubérculos e bolbos precisam de uma terra bem drenada, que no inverno não fique permanentemente encharcada. O excesso de humidade é um convite ao apodrecimento.

  • Enterrar, em geral, a uma profundidade de duas a três vezes a altura do tubérculo/bolbo (com exceções como a amaryllis, que se planta mais superficialmente).
  • Colocar a ponta ou o rebento virado para cima.
  • Acomodar a terra com um ligeiro pressionar, para não ficarem bolsas de ar.
  • Regar bem logo após plantar e, depois, apenas quando necessário.

Em vaso, uma camada de argila expandida ou cascalho no fundo facilita a drenagem. Um substrato de qualidade, já ligeiramente adubado, ajuda a garantir crescimento vigoroso. Durante o verão, normalmente chega adicionar adubo líquido na água de rega de duas em duas semanas.

O que acontece no outono: como passar o inverno sem stress

“Perenes” não significa, neste caso, “sempre resistentes ao frio”. Muitas destas plantas têm origem em climas quentes e não toleram geadas.

Quando, no outono, a folhagem começa a amarelecer, corta-se a parte aérea e retiram-se do solo os tubérculos mais sensíveis, como dálias, begónias tuberosas, caladium, canna e tuberosa. Deixam-se secar num local arejado e, depois, guardam-se em caixas com um pouco de substrato seco, num espaço fresco e sem geada.

Espécies mais robustas, como alguns lírios e crocosmias, muitas vezes podem permanecer no canteiro se forem cobertas com folhas secas ou mulch de casca. Se houver dúvidas, o mais seguro é experimentar primeiro com poucos exemplares e guardar o restante de forma tradicional.

Combinações práticas e pequenos truques extra

Estes tubérculos e bolbos dão margem para misturas muito criativas. Anémonas e begónias tuberosas, por exemplo, formam uma base baixa e densa, enquanto lírios ou gladíolos se elevam acima e criam verticalidade. Em vasos, um esquema que resulta muito bem é colocar canna ao centro e rodeá-la com begónias pendentes.

Um ponto frequentemente esquecido são as flores de corte. Dálias e gladíolos oferecem, durante todo o verão, material para jarras - e cortar com regularidade estimula novos botões, mantendo as plantas mais vigorosas.

Para quem está a começar, faz sentido apostar em três “espécies de entrada”: dálias, begónias tuberosas e lírios. Tendem a perdoar pequenos erros de manutenção e mostram rapidamente a diferença entre um espaço exterior “vazio” e um jardim de verão bem pensado. A partir daí, é só aumentar o leque ano após ano - os tubérculos vão contigo.

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